Brazilian Journal of Anesthesiology
https://bjan-sba.org/article/doi/10.1016/j.bjane.2020.06.011
Brazilian Journal of Anesthesiology
Case Report

Use of video laryngoscope for tracheal intubation in patient with oral cavity mass: case report

Uso de videolaringoscópio para intubação traqueal em paciente com massa tumoral na cavidade oral: relato de caso

Luis Henrique Cangiani, Eduardo Vicensotti, Guilherme Costa Ramos, Guiherme Jose Souza Oliveira

Downloads: 0
Views: 88

Abstract

Background and objectives
When planning the management of a predicted difficult airway, it is important to determine which strategy will be followed. Video laryngoscopy is a major option in scenarios with factors suggesting difficult airway access. It is also indicated in rescue situations, when there is tracheal intubation failure with direct laryngoscopy. The objective of the present report was to show the efficacy of using the video laryngoscope as the first device for a patient with a large tumor that occupied almost the entire anterior portion of the oral cavity.

Case report
85 year-old male patient, 162 cm, 70 kg, physical status ASA II, Mallampati IV classification, was scheduled for resection of an angiosarcoma located in the right maxillary sinus that invaded much of the hard palate and the upper portion of the oropharynx. He was conscious and oriented, with normal blood pressure, heart and respiratory rates and, despite the large tumor in the oral cavity; he showed no signs of respiratory failure or airway obstruction. After intravenous cannulation and monitoring, sedation was performed with 1 mg of intravenous midazolam, and a nasal cannula was placed to provide oxygen, with a flow of 2 L.min-1. Then, the target-controlled infusion of remifentanil with an effect site concentration of 2 ng.mL-1 was initiated, according to Minto's pharmacokinetic model. Ventilation was maintained spontaneously during airway handling. A trans cricothyroid block was performed, with 8 mL of 1% lidocaine solution injected into the tracheal lumen. Slight bleeding did not prevent the use of an optical method for performing tracheal intubation. The entire oral cavity was sprayed with 1% lidocaine. The McGraph video laryngoscope with the difficult intubation blade was used, and an armored tube with a guide wire inside was used for tracheal intubation, performed on the first attempt with appropriate glottis visualization.

Conclusion
The video laryngoscope occupies a prominent position in cases in which access to the airway is difficult. In the present case it was useful. It can be used as first choice or as a rescue technique. The video laryngoscope is an appropriate alternative and should be available for facing the ever-challenging difficult airway patient.

Keywords

Videolaringoscope;  Difficult airway;  Airway management;  Anesthesia

Resumo

Justificativa e objetivos
No planejamento da abordagem a uma via aérea difícil prevista, é importante determinar qual será a estratégia a ser seguida. A videolaringoscopia é uma ótima opção em situações em que existam fatores indicadores de dificuldade de acesso à via aérea. Também é indicada em situações de resgate, quando houve insucesso na tentativa de intubação com a laringoscopia direta. O objetivo deste relato é mostrar a eficácia da utilização do videolaringoscópio como primeiro dispositivo diante de paciente com grande tumor que ocupava quase a totalidade da porção anterior da cavidade oral.

Relato do caso
Paciente com 85 anos, sexo masculino, 162 cm, 70 kg, estado físico ASA II, classificação de Mallampati IV, foi escalado para a ressecção de um angiossarcoma localizado no seio maxilar direito que invadia grande parte do palato duro e da porção superior da orofaringe. Apresentava-se lúcido, consciente e orientado, com valores de pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória normais e, apesar do grande tumor na cavidade oral, não apresentava nenhum sinal de insuficiência respiratória ou de obstrução das vias aéreas. Após venóclise, foi feita monitorização e sedação com 1 mg de midazolam, por via venosa, e colocado cateter nasal para administração de oxigênio, com fluxo de 2 L.min-1. Em seguida, foi iniciada a infusão alvo-controlado de remifentanil com concentração efeito de 2 ng.mL-1, segundo o modelo farmacocinético de Minto. A ventilação foi mantida em espontânea durante a manipulação da via aérea. Foi realizado bloqueio transcricotireóideo, sendo injetados 8 mL de solução de lidocaína a 1% na luz traqueal. Um pequeno sangramento não impediu que um método óptico fosse utilizado para realizar a intubação traqueal. Toda a cavidade oral recebeu o spray de lidocaína tópica a 1%. Foi utilizado o videolaringoscópio McGraph, com a lâmina de intubação difícil, e um tubo aramado, com fio guia no seu interior, foi utilizado para a intubação traqueal, que foi realizada na primeira tentativa, com boa visualização da glote.

Conclusão
O videolaringoscópio ocupa uma posição de destaque nos casos em que o acesso à via aérea é difícil. No presente caso, a sua utilização foi útil. Ele pode ser utilizado como primeira opção ou como técnica de resgate. Nas condições sempre preocupantes diante de um paciente com via aérea difícil, o videolaringoscópio deve estar disponível, constituindo-se uma boa opção.

References

1. Lewis SR, Butler AR, Parker J, et al. Videolaryngoscopy versus direct laryngoscopy for adult patients requiring tracheal intubation: a Cochrane Systematic Review. Br J Anaesth. 2017:369-383

2. Cook T and Bogod D, Evidence-based medicine and airway management: are they incompatible?, in Cook T, Wooddall N, Frerk, 4th National Audit project of The Royal College of Anaesthetists and The Difficult Society, Major Complications of the airway management in the United Kingdom. Difficult Airway Society, London, 2011:16-19.

3. Apfelbaun JL, Hagberg CA, Caplan RA. Practice guidelines for the management of the difficult airway. Anesthesiology. 2013:251-270

4. Detsky ME, Jucraj N, Adhikari N, et al. Wil this patient be difficult to intubate? The rational clinical examination systematic review. Jama. 2019:493-503.

5. Gaszynsky T. The use of the C-MAC videloaryngoscope for awake intubation in patients with a predicted extremaly difficult airway: case series. The Clin Management. 2018:539-42

6. Kramer A, Muller D, Portner R, et al. Fibreoptic vs. videolaryngoscope (C-MAC DBLADE) nasal awake intubation under local anesthesia. Anaesthesia. 2015:400-406

7. Markova L, Stopar-Pintaric T, Luzar T, et al. A feasibility study of awake videolaryngoscope-assited intubation in patients with periglottic tumor using the channeled King Vision videolaryngoscope. Anaesthesia. 2017:512-18.

8. Aziz MF, Brambrik A, Healy DW, et al. Success of intubation rescue techniques after failed direct laryngoscopy in adults: A retrospective comparative analysis from the multicenter periperative outcomes group. Anesthesiology. 2016:125:656-66.

5ef4e74b0e8825cb7a126526 rba Articles
Links & Downloads

Rev. Bras. Anestesiol.

Share this page
Page Sections